FORMA

O escritor não pode partir com uma forma pronta. Ela será dada, exigida, imposta pelo próprio tema e com esse elemento de certa novidade, é possível admitir também que cada novo tema tratado jamais deixará de surpreender o escritor. O tema passa a flagrar o desconhecimento do escritor, uma vez que o intérprete aceita um corpo-a-corpo a ser travado com a coisa a ser interpretada. (…) O escritor está entregue à própria liberdade. Daí, não apenas a possibilidade, mas a necessidade da experimentação.

Copacabana, 3 de novembro de 1975. – João Antônio.