SONETO PARA THE EVENT E OS AMIGOS QUE PULARAM DO AVIÃO QUANDO SAÍ DE MIM

Deus abençoe a sinceridade.

A jukebox do Village Voice.

O Village Voice soltando tinta em meus dedos.

Uma calçada da 23 com a Lexington. O Bowery. E Kreuzberg. São Paulo, RJ, aqui.

Um labrador que espera o fim do dia de trabalho de seu dono em frente à mesa da recepcionista num edifício preto e espelhado.

Um muy aguardado e-mail sobre o que fazer com o sonho de escrever e o medo de morrer sozinho.

Minha predisposição a jamais não gostar imediatamente de alguém. “Mas ele tentou te matar!”. Tenho certeza de que tinha um bom motivo.

Os ursos que nos abraçam e nos devoram, pra cuspir a carcaça fora no rio. (ALÔ, AMIGÃO).

A única maneira de saber quem é quem (cochicho ininteligível, close da boca do herói da série em sua orelha antes que pule do helicóptero: “Tenho uma filha no Alabama, cuide bem dela… e, ah: a única maneira de saber quem importa é ver como reagem ao seu desmoronamento.”)

Acho que filha no Alabama é coisa de outro seriado.

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