AFINAL

Já virei calçada maltratada. (O som nos fones, tapando tv e gritaria). Pode-se dizer. Este é um micropost que não é tão pequeno que caiba no twitter.

Enquanto rola numa galeria ao lado deste boteco o lançamento do seriado que escrevi com outros caras para o braço televisivo da Grande Firma Mantenedora (not Petrobras, not BB), descubro a real sobre parte da pergunta de Freud que permeia toda a trama de TV Afinal o que querem as mulheres.

Antes de tudo, o que é que voce quer? Ou, especificamente: pra se dar realmente bem na vida, o que quer?

Bem-bom, digo. Não vagabundagem-bem. A outra sensação.

Melhor querer a coisa que não é a insônia, que não é a tosqueira subpop (no pior sentido da palavra). Leveza sem lance de truqueiro. Truqueiro as in #valetudo, novela reprisada pelo Canal Viva, que vive mode-on pseudo malandro, pseudo malandra.

Melhor querer coisa boa pra todo mundo.

Tenho noção de estar soando meio pregadora sem pregas. Mas vai por mim. Pega leve e faz amizade. TRU.

Amizade e/ou proximidade TRU, sem puxação de tapete, competição, sem treta. Alguma coisa mais ou menos quase feito esta horda de caras num boteco da Gávea, perto da galeria chique onde agora acontece o lançamento da minissérie ou seriado (sei lá, não sabemos o que será, nem nós, autores).

Jogo do flu com inter.

Chamam por Ogum, os de religião.

Gritam juntos feito irmaos de fe, de sexo. É um momento, mas é demais.

A resposta, ou melhor, a questão: você gosta tanto de algo a ponto de ser capaz de obter ou quase todo o poder necessário para protege-lo?

2 opiniões sobre “AFINAL

  1. controlar, talvez seja isso, dá muito mais trabalho criar, formular – estender a mão para construir. enfim. talvez a resposta seja esta. é só uma opinião.

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