HÁ 20 ANOS

Para não termos sangue e lágrimas, tem que haver suor e sacrifícios. Presidente Sarney, na televisão, anunciando mais um plano econômico.

Foi um golpe de cangaceiro do governo, nos moldes de Baby Doc e Ferdinand Marcos. PFL/RS reagindo ao destino dado ao relatório da CPI da corrupção contra Sarney, que o presidente da câmara, deputado Inocêncio de Oliveira, PFL/PE, tratou de arquivar rapidinho.

O senhor é um político de segunda classe que pegou carona na história. Fernando Collor, um político de primeira classe, dirigindo-se a Sarney no horário eleitoral.

Sempre estamos aqui, aos sábados e domingos, fazendo compras. Collor, na favela Vila Paranoá, Brasília, onde passa os fins de semana satisfazendo seus impulsos de consumo.

O Fernando hoje está mais equilibrado; se continuar assim, vou influir o máximo possivel a favor dele. Roberto Marinho, jornalista e presidente das Organizações Globo, sobre o filho de Leda e Arnon.


Quem venceu foi a mentira. Lula, ao admitir a derrota.

Espero que não nos arrependamos de tanta luta e espera pelas diretas. Ulisses Guimarães, na véspera do primeiro turno.


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Os mais dados a crer no sobrenatural certamente procurarão os sinais, os avisos dentre as frases acima, retiradas de É dando que se recebe (Ática, 1994), do cronista Carlos Eduardo Novaes, livro que merece uma reedição ampliada, que deveria chegar aos dias de hoje, com novas aspas assombrosas de nossos políticos e dos grandes da mídia.

O “profeta” perdido em acidente de helicóptero, Ulisses Guimarães, é só um fantasma de peso nesta compilação dedicada “À memória de um país sem memória”. Soa atraente ao leitor brasileiro de hoje, não?

Editores, mexam-se. Porque os eleitores roubados, enganados, viraram zumbis sem esperança. Ler sobre o passado, recente e não tão recente, vai nos fazer imenso bem.