DJ

Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

Amigos,

estou produzindo uma festa GLS no Rio de Janeiro chamada Hey Ladies!, em que vou colocar som, junto com as djs Miss Silk e deFátima (que também toca na Republika).

Como a maioria dos DJs por aí, eu tenho um pseudônimo: é DJ Bree, invenção da amiga e poeta Bruna Beber.

Com a festa, retomo o clima de vida noturna em que comecei a escrever meu próximo romance, Cafe Fatal, ainda em Berlim, no ano passado. No Rio, não costumo sair à noite há anos. Literalmente, anos. A única maneira de me forçar a sair da toca novamente seria com a obrigação de eu mesma organizar, divulgar e fazer acontecer uma festa.

As festas em Berlim são, 90% delas, GLS. O livro que escrevo trata de androginia e, a princípio, transsexuais, pois foi isso que vi em Berlim. Conforme eu já havia anunciado na FLIP em 2007.

A imprensa é engraçada. Mas eu sou muito mais. Por isso escolhi trabalhar fora das redações, locais onde o senso de humor no dia-a-dia é artigo raro.

Eu estava me divertindo com a produção da festa – que realmente me ajuda a escrever – até ler a nota publicada por um blog do GloboOnline. Seu autor acredita que, por se tratar de uma festa em que a DJ e produtora tem pseudômino e é escritora, produzi-la seria uma “manobra de marketing” e “tentativa de manipulação” do público. A nota, que contém informações erradas sobre a festa, emprega tom maldoso e termos pejorativos.

A festa não é uma estratégia de marketing para vender um livro que ainda não está pronto, como insinua a nota do GloboOnline. Não precisaria de uma estratégia tão mirabolante como esta para divulgar um livro. Já lancei alguns livros antes, sei como é feita a divulgação desse tipo de produto – é bem simples: a editora manda exemplares para a imprensa, que os comenta ou não. Tive uma experiência maravilhosa também com outra forma de divulgação: o boca-a-boca, através do qual vários leitores comentaram com amigos sobre meu romance e os amigos o leram e o recomendaram a outras pessoas, e por aí em diante. Isso não só é eficaz enquanto divulgação como muito graficante para o autor.

Voltando à nota de que eu falava, ela foi publicada em um blog do GloboOnline especializado em vida noturna. Que, apesar do assumido limite de escopo, arrisca-se a comentar possíveis ligações literárias entre esta escritora e J. T. Leroy. Ora, I wish!, o cabelo de J. T. é infinitamente melhor do que o meu.

Enfim, euzinha, Cecilia Giannetti, sou a produtora e DJ da festa Hey Ladies!, e não há “Dj Mascarada”, não há informações secretas, teorias conspiratórias, nem motivo para chiliques de blogueiros da naite. Há uma festa. E sabe o que a gente faz quando há uma festa? A gente se joga!

HEY LADIES! dia 27/02, @ Pista 3. Esperamos vocês lá! E que essa nova experiência me ajude a continuar escrevendo o livrinho sobre Berlim.