Quarta-feira, Novembro 28, 2007

VERY BRITISH

Cheguei a Natal, Rio Grande do Norte, depois de dois voôs atrasados noite adentro, em que mais uma vez participei como figurante da comédia do caos aéreo. Da viagem de ida, destaco este quadro, que meus amigos acham que inventei (em estado de perpétua negação, desprezam um produto que é marca registrada do país – a piada pronta):

Suando dentro da aeronave em Recife (conexão) enquanto aguardamos o embarque de passageiros de outro avião que se atrasara, somos avisados de que finalmente iremos decolar. Depois de mais de uma hora parados em solo, como agora é regra. E a regra é clara: avião algum decola antes que estejam nitidamente aporrinhados todos os seus passageiros – todos eles, dos casais paulistas em lua-de-mel aos homens de negócios, da criança de colo ao ancião de olhos esgazeados, sem exceção. Já havia casal com cara de divórcio, bebê com cara de empresário e velho com cara de bebê, vencidos por fome e cansaço, quando apontou lá à frente o carrinho do serviço de bordo. Naquele momento, se tivéssemos cauda, teríamos abanado a mesma com euforia.

Comes e bebes são tudo de que uma companhia aérea desleixada dispõe para comprar seus passageiros depois de mais um atraso estressante. E, sinceramente, àquela hora ninguém iria reclamar se tentassem nos apaziguar pelo estômago. A menos que viessem com barrinhas de cereal e água. Aí não. Poderíamos nos vender por pão com queijo e presunto e suco industrializado, mas não por menos.

Não se tratava de barrinhas de cereal e água, como descobrimos logo que o carrinho chegou à segunda fila de cadeiras. Na primeira, já roncava alguém que havia desistido de esperar acordado a decolagem. O aeromoço parou ao lado de um sujeito que, pela bossa de seu blackberry, diria que era da ala dos empresários, mostrou um copinho de água mineral e sorriu. O passageiro esticou o pescoço para o carrinho e perguntou: “Só água?! E quente, ainda por cima?!”

O comissário (agora ele vira comissário, porque ninguém com a alcunha de aeromoço faria coisa tão vil): “Gelo?”, perguntou, oferecendo um cubinho que segurava com a pinça.

Se o horário dos vôos não é britânico, o tipo de humor me parece.

escrito às 2:43 AM por giannetti

Domingo, Novembro 25, 2007

DO PRIMO QUE FOI RICO

“Por que lemos”, do Ny Times.

The gestation of a true, committed reader is in some ways a magical process, shaped in part by external forces but also by a spark within the imagination. Having parents who read a lot helps, but is no guarantee. Devoted teachers and librarians can also be influential. But despite the proliferation of book groups and literary blogs, reading is ultimately a private.

escrito às 6:14 PM por giannetti

AQUI AO LADO

Do El Pais:

Na Colômbia há uma explosão de autores jovens que sem dúvida é interessante, mas é cedo demais para julgá-la”, opina Marianne Ponsford, diretora da revista cultural “Arcadia”. As editoras praticamente brigam pelos novos nomes da literatura e do jornalismo, como contratações para um time de futebol. E a verdade é que essa nova geração está recebendo muito mais atenção da mídia que a anterior. O surgimento da “Arcadia”, junto com o da revista “Piedepágina”, também ajudou a dar maior destaque à leitura e aos livros. Hoje é o único veículo exclusivo sobre meios culturais na Colômbia. (…) A principal característica da indústria nestes últimos anos, segundo Iriarte, é que a oferta de livros de autores nacionais passou a ocupar um lugar de destaque, diferentemente do que acontecia em décadas anteriores. Hoje, um primeiro romance de um autor colombiano pode vender entre 1 mil e 1,5 mil exemplares, o que supera muitas vezes o que se vende de um autor estrangeiro editado pela primeira vez no país. Também há exceções, como “El Olvido que Seremos”, de Héctor Abad, que no último ano vendeu mais de 50 mil exemplares.

Há poréns, que não impedem o interesse pela leitura:

Fonte de criação literária, de bons narradores e poetas, mas de poucos leitores. É uma parte dos paradoxos da Colômbia, onde o alto custo dos livros representa 10% do salário mínimo, o Plano Nacional de Leitura e Bibliotecas começa a ser um sucesso e o público costuma lotar os eventos culturais e participar, perguntar, debater.

Para surpresa de muitos, a última pesquisa de Hábitos de Leitura 2007 revela que os 42 milhões de colombianos passaram de ler 2,4 livros por ano em 2000 para 1,6 em 2005. O paradoxal é que nunca antes foram feitos tantos esforços para promover e fomentar a leitura. Isso deu origem a teorias segundo as quais os culpados seriam a situação econômica, o alto preço dos livros ou o pouco tempo para ler fora do trabalho.

escrito às 6:09 PM por giannetti

Quarta-feira, Novembro 21, 2007

ENCONTRO NATALENSE DE ESCRITORES

Eu, Zuenir Ventura, Luis Fernando Verissimo, Heloisa Buarque de Hollanda, Jaguar, Chacal, Carlos Heitor Cony, Rui Guerra, entre outros, vamos nos encontrar a partir de amanhã no largo da rua Chile, berço da boemia potiguar, para o 2º Encontro Natalense de Escritores – ENE.

Além de lançamentos de livros, debates e performances de artistas locais, a festa também terá muita música, com shows como o de Tom Zé e o da banda Jazz 6 (de Verissimo) no palco no coração do bairro histórico da Ribeira. Movimentando a cidade entre 22 a 24 de novembro, o 2º ENE é uma realização da Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes. Veja a programação aqui.

escrito às 4:28 PM por giannetti

escrito às 12:47 AM por giannetti

Terça-feira, Novembro 20, 2007

TECLA QUE EU TE RESPONDO

Íntegra do meu bate-papo no UOL. Perdoem a pontuação e erros de digitação nas minhas respostas, mas o chat acontece rápido e temos que disparar para atender todo mundo. Gostaria de ter conseguido ser mais clara em algumas respostas, também, mas não dava tempo. Tinha gente à beça na sala, apesar de eu ter avisado em cima da hora.

Obrigada!

BATE-PAPO COM CECILIA GIANNETTI

Jornalista e escritora conversou com os internautas sobre “Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi”. O primeiro romance da colunista do jornal Folha de São Paulo conta a história de uma repórter de televisão que entra em crise ao presenciar uma forte cena para a qual pensava estar preparada e acaba sendo arremessada para uma nova realidade.

Participaram do Bate-papo 101 pessoas
Este-bate-papo ocorreu em 20/11/2007, às 15h00

ÍNTEGRA
O texto abaixo reproduz exatamente a maneira como os participantes
digitaram suas perguntas e respostas

(03:06:43) Cecilia Giannetti: olá, boa tarde!

(03:06:49) joana: qual a diferenca de escrever contos e um livro? quer dizer, fora as básicas… qual a experiencia mais desgastante?

(03:08:39) Cecilia Giannetti: oi, joana, tudo bom? escrever um romance pode ser muito mais desgastante. com certeza foi meu caso com o primeiro romance, “lugares que não conheço, pessoas que nunca vi”. em relação aos mais de dez contos que eu já havia publicado antes, a experiência do romance foi de lascar. mas valeu a pena. o livro é o que eu queria dizer enquanto o escrevia.

(03:10:04) MANDRAKE: Oi, vc ainda participa de saraus de poesia, como aqueles que aconteciam em Santa Teresa?

(03:13:07) Cecilia Giannetti: oi, mandrake. cheguei a ir a alguns eventos acompanhando amigos poetas. mas não escrevo poesia. um ou dois poemas por ano é o que me permito, só para ter certeza de que não é mesmo minha praia. mas gosto de ler poesia. o bom desses eventos é que me colocam em contato com autores novos.

(03:13:39) alice: oi, cecilia! a ação do seu livro é resultado de uma cena violenta vista pela personagem. vc já viu algo que te transformou tb? morar no brasil e ter toda essa violencia foi fundamental pro tom do romance?

(03:18:10) Cecilia Giannetti: alice, a personagem já se está transformada pela paranóia em relação à violência (que é inteiramente justificada pela realidade infelizmente), no momento em que vê a tal cena. mas é verdade, sim, o Rio e o estado que as autoridades dizem não ser uma guerra, são fundamentais para a construção daquela personagem e do mundo que ela recria na paranóia dela. já me colocaram fuzil na cabeça, numa estrada, voltando de uma viagem. eu era a única mulher no carro quando os bandidos nos fecharam e fizeram todo mundo descer. não entrei em choque, mas aquilo mexeu muito comigo. faz dez anos e eu nunca esqueci. de lá pra cá, acho que todos concordam, a situação não melhorou.

(03:18:36) luda: oi, cecília , como vai. O artigo que hoje li na Folha poderia ter sido escrito por mim. ainda sobre a coluna de hoje gosto também de sentir o que o povo fala sempre que saio e como você disse espreitar o homem sem que ele perceba

(03:19:36) Cecilia Giannetti: oi, luda! tudo bem? aqui, tudo certo. adoro quando alguém comenta as colunas comigo. é o melhor feedback. quanto ao tema da coluna de hoje, sou bisbilhoteira mesmo. o tempo livre que tenho, gosto de pegar boa parte dele pra olhar gente na rua e, se possível, escutar conversas. rende que é uma beleza para quem escreve.

(03:20:01) carola: oi cecilia, tudo bem? a crítica que saiu na Folha diz que seu livro é movido pelas esquisitices do tédio. vc concorda? se sim, quais esquisitices são essas?

(03:26:15) Cecilia Giannetti: carola, tudo certo? o tédio, definitivamente, não é o que move a protagonista, que às vezes é narradora, às vezes é observada como uma peça distante no jogo que eu criei ali. o tédio move os personagens que – não por acaso – reunem-se numa espécie de clube móvel chamado “Central do Tédio”. tive a pretensão, ali, de descrever sintomas da minha geração que percebo há muito tempo. não falta exatamente ânimo… talvez haja medo demais, comodismo. o tédio está presente, mas não é a mola do livro. o medo é a mola do livro, enquanto a personagem procura se livrar dele e encontrar um estado menos angustiante de ser.

(03:27:23) Cecilia Giannetti: carola: quase sempre discordo da crítica… defeito de fabricação meu :-)

(03:26:23) 4trackfan: cecilia, e a sua banda, o 4track valsa, que depois virou casino, acabou mesmo? eu vi um show de voces em curitiba num festival e amei!

(03:29:07) Cecilia Giannetti: 4trackfan: 4track e casino acabaram. o ex-guitarra e tecladista da banda, christiano menezes, fez todas as ilustrações do meu primeiro romance, assim como a capa eaté as fotos de divulgação. ele é artista plástico e fotógrafo. eu sou escritora. nós éramos a dupla que compunha. compor, ensaiar e viajar pra fazer shows é impossível pra gente.

(03:31:23) Cecilia Giannetti: 4trackfan: comecei a escrever meus primeiros contos quando a banda ainda existia. acharam um caderno meu, naquela época, e pensaram que se tratava de um diário. eu tinha escrito atrocidades. resultou num mega mal entendido :-) nem eu mesma sabia o que estava escrevendo. foi assim que começou, foi por aí que percebi que meu lugar não era bem na música. amo cantar, espero ter mais tempo pra isso daqui em diante, mas preciso escrever. senão eu tenho um troço.

(03:30:00) rafa: ha quanto tempo e escritora?

(03:33:38) Cecilia Giannetti: rafa: meus primeiros textos que eu poderia qualificar de contos apareceram em 1998. eu tinha passado pelo assalto com fuzis na estrada. depois por uma cirurgia para retirar um tumor (benigno, graças a Deus). uma separação. e então uma experiência com ácido. já escrevia livrinhos infantis quando era criança. acho que o mix dessas experiências me fez “voltar” à minha atividade de infância, que era justamente escrever.

(03:33:55) joão: Vc faz parte de uma geração de novos escritores. Quais são seus autores favoritos desta geração, e vc acha que os autores dessa geração têm algo em comum?

(03:38:26) Cecilia Giannetti: joão: tive a sorte de ler os originais do livro do teu xará, joão paulo cuenca, enquanto terminava de revisar o meu “Lugares…” e João tb leu meus originais. Achamos vários pontos cruzados – desconstruímos, cada qual a sua maneira muito própria, a cidade em que vivemos e a trasnformamos num playground maníaco à nossa moda. diferentes mas vizinhos. isso é um exemplo. já me senti próxima também de daniel pellizzari, joca terron, o nazarian de “Mastigando Humanos”. cada vez que leio um livro da chamada nova geração, procuro afinidades – inevitável – mas tb busco o que nos diferencia. temos algo em comum, mas me interessa mais o que cada um me mostra de diferente.

(03:38:33) Moderadora/UOL:

Capa de “Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi”, primeiro romance de Cecilia Giannetti (crédito: reprodução)

(03:38:37) carola: a critica do livro publicada no o globo, e, acho que posso dizer, um ensaio sobre a violencia urbana e o lugar que isso ocupa na literatura hoje. ate que ponto voce considera o “lugares” uma cronica urbana. uma observação, “pronta pra guerra” do rio de janeiro?

(03:42:32) Cecilia Giannetti: carola: a crítica do Globo foi profunda, a que eu mais demorei para ler porque sabia que ia ser pesada. de uma maneira boa. me fez pensar sobre o que eu tinha escrito e isso às vezes é difícil, em se tratando de livro de estréia recém-lançado. cheguei a ver o “Lugares” quase como ficção científica. na verdade, tive medo de que fosse rotulado assim. por outro lado, pode se dizer que é uma distorção – hiperbólica – da realidade não só do rio, como de outros buracos em que têm nos enterrado neste país. mas uma distorção em cima de uma realidade que, por si só, já é exageradamente absurda. talvez por isso não tenham considerado ficção científica, mas crônica urbana, cenas como a de mendigos sendo engolidos por buracos que se abrem automaticamente no chão para devorá-los. para ficar num só exemplo…

(03:43:01) jorge: oi cecilia! caetano falou “E sei que a poesias está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade/E quem há de negar que esta lhe é superior” sei que vc edita um portal tb. e aí? quem é superior? rs

(03:45:43) Cecilia Giannetti: jorge: acredito que é superior todo texto, independente da forma ou temática, que se transforma junto ao leitor. um texto “plano”, tenha sido ele escrito com a intenção de tornar-se poesia ou prosa, não me interessa como literatura; “plano”, que não me toca, não me interessa.

(03:45:55) Rodrigo: enquanto eu espero pelo censor, li a critica ao seu livro. Pois bem que agora sabemos que quase sempre discorda da crítica, voce mesma critica e analisa nosso modus vivendi, modus operandi ou qualquer modo latino ou saxão que adotemos. Por que então o estranhamento? aquilo que a filosofia ocidental e os romances medievais acalentaram como virtude não foi sempre estranho?

(03:47:15) Cecilia Giannetti: rodrigo: a que estranhamento vc se refere?

(03:47:47) Pattoli: oi Cecília. gostaria que você contasse um pouco do seu processo para escrever. você senta na frente do computador e se obriga a escrever ou a inspiração vem fácil no dia-a-dia?

(03:50:59) Cecilia Giannetti: Pattoli: preciso de tempo pra entrar no livro. um tempo que não pode ser programado por prazos mordiscando minha canela. preciso me desligar de tudo, fico sem sair de casa e tb acabo tendo que desligar todos os programinhas maravilhosos de interação que me mantêm em contato com amigos que moram longe de mim. desta vez, enquanto escrevo meu segundo romance, Cafe Fatal, vou tentar fazer diferente, um corte menos radical. para escrever as crônicas da Folha, meu roteiro é outro: vou pra rua, com um bloquinho. às vezes o tema sai do que observo, às vezes não presto atenção em nada em volta e escrevo em cima de uma idéia que já vinha matutando.

(03:52:18) Bombay: cecilia, como começou sua coluna na folha? voce acha que ja encontrou seu formato para uma coluna semanal?

(03:55:11) Cecilia Giannetti: Bombay: minha coluna desde o começo é o olhar de uma carioca sobre outros cariocas – ou sobre qualquer outra gente e lugar com o qual eu entre em contato. às vezes é mais bem humorada, noutras, como no caso daquela sobre o acidente da TAM, é mais “downtempo”. pode ser desesperada. é um aqui-e-agora com a minha voz, meu estilo de narrar.

(03:55:15) MANDRAKE: Que dica vc daria para um escritor em começo de carreira?

(03:57:26) Cecilia Giannetti: Mandrake: ler e escrever diariamente. separar um horário do dia ou da noite para isso. não deixar de ler os contemporâneos, mas também não perder tempo demais com um texto que nitidamente não te agrada. comece escrevendo QUALQUER COISA. escrever começa assim, ir mexendo numa primeira frase até que ela se torne outra coisa e outra coisa e outra coisa.

(03:57:30) Pedro_Poplist: que tipo de música você gosta de escutar quando ta escrevendo? tem diferenças quando você tava se concentrando no seu romance, ou quando você ta escrevendo uma coluna?

(03:59:33) Cecilia Giannetti: Pedro: com raras exceções, enquanto escrevo, a música de prefrência não pode ter vocal. jazz velho, bem velho. big bands. swing. mas na maioria das vezes prefiro silêncio total.

(04:00:55) Cecilia Giannetti: Pedro: a coluna da Folha escrevo no som da rua. às vezes no meio de uma feira, literalmente, como foi o caso do texto sobre a Feira de São Cristóvão e outro sobre o Chorinho na Feira de Laranjeiras

(04:00:15) Lucia: oi, Cecília, a crítica da Cult foi muito dura tanto com seu livro, como de outras “novas” escritoras. Cabe fazer aquilo tipo de direcionamento do olhar do leitor sobre novas produções?

(04:02:32) Cecilia Giannetti: Lucia: não cheguei a ver a Cult. Se cabe tentar impedir o leitor de chegar a um livro com uma crítica destrutiva? É o editor de cada veículo quem decide. Outra discussão é: quem critica está aparelhado para criticar?

(04:02:51) Bia bhte: Ola ,muito boa tarde! gostaria de saber o pq desta capa do livro de onde veio esta inspiração?

(04:05:59) Cecilia Giannetti: Bia, boa tarde! A capa quem fez foi Christiano Menzes, artista plástico que conheço desde os 10 anos de idade e um dos raros capistas que lêem os livros antes de criarem qualquer coisa no photoshop para cobri-los. Dentro da TV, na capa, vemos uma cesária. Gosto da maneira que ela remete ao coração de Cristo numa folhinha na parede atrás da TV. Na conbtracapa, tempos um jarro de flores de plástico, suburbaníssimo. O tom de azul remete ao muro da casa da avó do personagem Baiano, que tem um centro espírita. A boneca de olhos vidrados… bom, descrever cada coisa é uma viagem sem fim. Vai ver a gente deve perguntar ao artista :-)

(04:07:59) Cecilia Giannetti: agradeço a todos aqui no bate-papo e ao UOL pelo convite. foi muito boa a conversa, adorei o feedback. obrigada, amigos.

(04:08:14) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Cecilia Giannetti e de todos os internautas. Até o próximo!

escrito às 4:38 PM por giannetti

BATE PAPO UOL HOJE

A partir das 15h, tô batendo papo sobre o livro.

Jornalista e escritora conversa com os internautas sobre “Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi”. O primeiro romance da colunista do jornal Folha de São Paulo conta a história de uma repórter de televisão que entra em crise ao presenciar uma forte cena para a qual pensava estar preparada e acaba sendo arremessada para uma nova realidade.

escrito às 3:06 PM por giannetti

FALA QUE EU TE ESCUTO

“Minha mãe era apaixonada por beleza,”, diz uma mulher de uns 60 anos, descontado o botox, a uma amiga de mesma idade e compleição também recauchutada. Estamos em um barzinho numa calçada da Lapa. As duas são interrompidas por um moleque que pede moedas. Ele tem um bicho na mão, que acaricia. É um rato branco. Grande demais para ser um ramster. O segurança do bar o enxota. As senhoras emudecem, pagam a conta e perco a continuação da história.

Toda terça-feira, desde o começo do ano, publico uma coluna na Folha de S. Paulo. A de hoje está aqui.

escrito às 12:07 PM por giannetti

Sábado, Novembro 17, 2007

RESENHAS

Têm saído: Folha, Globo, IstoÉ, um bisu na Trip, outro na (vejam só) revista Quem. A resenha de que mais gostei, só consegui ler duas semanas depois de ter sido publicada. Eu estava num sítio onde não pegava nem telefone nem internet. É a do Prosa & Verso, escrita por Beatriz Resende. Consegui escaneá-la, em três fragmentos. Um quebra-cabeças que postei no Flickr.

escrito às 4:54 PM por giannetti

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

PARA A CLASSE TRABALHADORA

‘good morning,’ says the sun to all the buildings.
‘you look like you’ve been up all night.
waiting for my answers
there’s no more room in heaven,
so when you tumble down,
your bricks will lay foundations
for new structures, roads and towns.’ – “Good morning”, Lullaby For The Working Class.


blanket warm

No site da Rolling Stone você pode ouvir uma meia dúzia de faixas dessa banda de poetas. Recomendo “Honey, drop the knife” (“Querida, larga essa faca”… da letra: “honey, please, put the knife away/ honey, please drop the knife on me/ drop your clothes for forgiveness”). As canções invariavelmente têm letras que dariam um conto e são à base de violões, às vezes alguns violinos. O melhor álbum, pra mim, é o Blanket warm. Na minha rádio na LastFM você consegue ouvir algumas faixas também, se der sorte. Mas eu sei que você é sortudo. Eu sei.

escrito às 12:13 PM por giannetti

BERLIM

O blog de Berlim ainda é atualizado com frequência (cadê a trema neste teclado?). Foto, texto e música. É, descobri a música de novo. O silêncio daquela cidade me deu esse presente.

escrito às 12:12 PM por giannetti