Quinta-feira, Agosto 30, 2007

ALGUÉM VIU MEU CADERNINHO?

Eu devia estar copidescando as 200 páginas que faltam para terminar um frila. Havia mais de cem antes delas. Frila: aquilo que fazemos depois do trabalho, quando deveríamos estar dormindo. Ou escrevendo uma alegre coluna sobre uma cidade caquerada (ouvi alguém da platéia gritar RIO DE JANEIRO?) para um jornal de São Paulo. Pensando num email que, possivelmente, foi extraviado. Ou em por que perdemos um caderno com um telefone, número este fornecido a nós de livre e espontânea vontade por um dublê de qualquer coisa remotamente talhada para a TV e, quem sabe, as telas de cinema – tipo fotogênico até se pintado de zebra ou posando de ceroulas com um par de chifres de alce colado na cabeça – e provavelmente sofria de glaucoma num dos olhos, enquanto o outro era de vidro.

Mas tudo isso já está bem resolvido na minha cabeça. Não perdi o caderninho, mas o joguei fora distraidamente num momento de inconsciência altamente ciente de que aquilo – aquele – me atrapalharia. Não conseguiria copidescar um livro sobre hip-hop se eu tivesse guardado aquele número de telefone. E nós sabemos qual o lema nesta casa: primeiro o trabalho. Depois o parco pagamento pelo trabalho. Depois o arrependimento.

Mas eu ia falar do sumiço. Sumi porque trabalho.

E porque existe um papo besta sobre “literatura de internet” que não cansam de empurrar por aí, e inibe as pessoas que de vez em quando ainda sentem vontade – simplesmente vontade – de postar alguma coisa num blog, alguma coisa que não tenha rigor literário. Só um post. Um alô no meio da noite. Essa conversa sobre literatura de blog é feito aquelas bananas pretas de xepa que o feirante tenta vender pra quem passa pela calçada depois de meio-dia. Entendam: isso não é assunto. Talvez nunca devesse ter sido discutido. É uma excrescência. Uma boçalidade.

Talvez vocês, que acreditam que há uma linguagem literária digital intransponível para o papel, chamada literatura de blog, devessem beber menos. Ou mais. Não existe literatura de blog. Tomem Rivotril também.

O lançamento foi ótimo. Senti falta de algumas pessoas que foram, e a ausência de alguns dos presentes. Às vezes está-se ali, mas não se está. A isso chama-se “outer social body experience”. É muito comum.

Agora que já conversamos, volto a cerzir. (Copidescar é meu lado “Amélia”. E tenho 200 páginas de meias furadas pela frente).

N.P.: The Great Pretender, The Platters.

escrito às 11:44 PM por giannetti

Terça-feira, Agosto 21, 2007

HOJE O DIA VAI CHOVER

escrito às 1:08 PM por giannetti

Terça-feira, Agosto 07, 2007

FÉRIAS

Trabalhando de longe, mais especificamente. Vou para Tiracipó participar de um colóquio e volto em duas semanas pro lançamento do livro. O e-mail estará funcionando, mas vou verificar com menos freqüência. Telefone, só se o chefe me ligar.

escrito às 1:19 AM por giannetti

Domingo, Agosto 05, 2007

FALAÇÃO

Hoje, às 15h, vou falar no auditório RDC da PUC. O quê, não sei. Mas costuma funcionar. Eu chego ao local, abro a boca e sai alguma coisa. O debate se chama “Além do livro” e eu presumo que se trate de eu discorrer sobre tudo o que eu faço que não seja livro. A mesa faz parte da Flap!, que chega ao Rio de Janeiro depois de três edições consecutivas em São Paulo.

escrito às 10:10 AM por giannetti