Sexta-feira, Junho 22, 2007

PROS OUVIDOS

Não é que eu tenha brigado com a música. Eu só deixei de viver em bando – em banda – há quase dez anos. Pra escrever, o negócio é carreira solo. Até mais ou menos 1999, viajar pra tocar em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte ou Macaé era a rotina. Na época eu escrevia menos porque também compunha música, tocava, cantava e viajava. E tinha gravação, ensaio, gravação, ensaio, gravação, ensaio. Tinha até um EP lançado no Japão.

Escreva-se com um barulho desses.

Já comentei antes: parece que isso foi noutra vida.

A capa e as ilustrações do meu primeiro romance, que sai por agora – aguardo o editor liberar a data – são do Christiano Menezes, que era parceiro de música na extinta banda. Trabalho recente dele foi a abertura da Pedra do Reino, além do livreto-diário de produção da minisérie. Faz outras coisas também. Eu escrevendo, ele designando (i.e. de designer), a gente não tem mais tempo pra fazer música. Dizem que a gente era bom, mas em show ficava todo mundo muito nervoso. Jogávamos aparelhos de telefone pelas janelas dos hotéis e quebrávamos camarins. [Ainda é preciso avisar quando é piada?]

Tenho ouvido muita música velha, como se, musicalmente, eu tivesse estacionado no exato ponto em que a banda parou. Talvez isso mude, agora que voltei a freqüentar uma lista de discussão muito antiga na internet, onde tenho vários amigos que mostram delicadamente, diariamente, como estou defasada em relação ao assunto. Ouça isto, ouça aquilo. Eu ouço. É assim que há quase dez anos os participantes daquela lista fazem a manutenção de sua amizade virtual, por vezes real; alguns cruzamos estados para nos encontrarmos e nos tornamos amigos fora dela. Foi uma boa reatar, voltar pra eles. Não volto ao esquema das viagens mambembes com a banda. Até a nossa guitarrista, a Fafá, trabalha no escritório do Chris, que agora é mais designer que músico também.

escrito às 12:20 PM por giannetti

LUGARES QUE NÃO CONHEÇO, PESSOAS QUE NUNCA VI

Já levarei o livro pra Flip, depois faço lançamento no Rio e outro em São Paulo. Em seguida, vai ter um bate-papo também na Bienal. Quando eu souber mais detalhes, posto aqui. Por enquanto, sei da festa em Paraty:

Quinta-feira, 05 de julho de 2007
10h
Mesa 1 – FUTURO DO PRESENTE

Cecilia Giannetti, Fabrício Corsaletti e Verônica Stigger

Uma romancista do Rio de Janeiro, um poeta do interior de São Paulo, uma contista de Porto Alegre. Seja com a prosa seca e urbana de uma, com a poesia lírica com algum cheiro de terra do outro ou com narrativas alucinadas com aroma de lua da terceira estes três jovens escritores realimentam a ficção brasileira ao apresentarem dentro de uma bibliografia ainda curta o extremo vigor literário. Nesta conversa, eles apresentam o que ainda virá, e já está sendo, na literatura nacional.

escrito às 11:45 AM por giannetti