Vão me perdoar a cartinha escrota, reclamem com o bispo (do Rosario) se acharem que é preciso, mas o texto subiu junto com o aroma do jardim do Palácio; aspirei, deu onda e escrevi.

Devo ter dormido só umas duas horas. Gosto desse estupor, de quando a gente vira por aí e passa o dia todo meio em transe, perambulando na rua que nem cachorro sem dono. Tenho medo de dormir e isso passar e eu acordar morta de novo. Despertar naquele tédio arrastado que vicia a cabeça. Mas é um processo, não regride. Não há coma, posso ver tudo, posso dizer tudo e escrever tudo. Nada me falta.