nem todo mundo pode ou quer examinar por um momento se o que sente teria outro nome. se vem um dia uma preocupação mais sem endereço que outras angústias de antes, um cansaço que não é cansaço. se fosse possível voar mas por acaso, sem intenção de levitar, “estou voando, mas por quê? eu não planejei isso”, não estou vazio mas deveria estar porque, afinal, sei que não existe agora o que pudesse ocupar o salão de ausências. inquieto, mas não há correspondência no mundo para o meu estado interno. é um movimento involuntário… contra o quê? não se trata também de reação. ou de prevenção. não existe alvo. o que é?