chuva forte ameaçou. mas nada. engano de precipitação, era só antecipação e fez imaginar que: eu poderia ter mantido o jardim. não quis, dá trabalho. não molho, não cuido, mal paro em casa, que dirá tratar das plantas. mas se tivesse o jardim ainda, se tivesse chuva. quando ela estivesse no finalzinho, em suas últimas gotas, terra fria e úmida debaixo dos pés, eu iria lá fora. pegaria uma ou duas flores que tivessem vingado mais pelo meus cuidados impossíveis. deitaria de costas em tudo molhado e lançaria as flores pro alto dizendo um nome que valesse tanto como o jardim que cimentei.