Bárbara

Bárbara, noutro dia encontrei a Laura em um ônibus, que não fervia como este que peguei hoje pela manhã simplesmente porque era noite e ainda estávamos no inverno, estação que no Rio de Janeiro vem imediatamente antes do verão, sem escalas em primaveras tolas. Ela me contou que também, como eu, aguardava a sua vinda ao Brasil. Estava tão ansiosa que chegou a perseguir uma mulher na rua achando que era você e que, quando se aproximou, a vergonha causada pela reação negativa da mulher ao ser abordada por uma estranha foi infinitamente menor do que a decepção por não estar diante de você, você mesma.