Bicho, vou te contar

Eu tenho estado mais babaca que de costume. Começo logo na primeira pessoa porque essa deve ser uma mudança pro espaço já que ele é o site menos acessado da web, só eu venho aqui e muito de vez em quando, então vou arregaçar, ninguém vai ler mesmo. Tô pouco me lixando pro papo que chama isso de exibicionismo de final de milênio, sai mais barato que pagar analista.

A autocrítica será constante, as ofensas menos ofensivas do que se viessem de você ou de qualquer outra pessoa que não seja eu mesma e eu pego primeiro pelo cacoete (que eu espero que já tenha sumido) idealista revoltadinho, me envorgonho demais das coisas que escrevi no dia 15 de setembro aqui mas não vou tirar do arquivo do site, vai ficar aqui pra todo mundo ver.

No mais, hoje passa pela minha cabeça uma idéia de que o Rio de Janeiro deve ser hoje o lugar com as bandas mais pretensiosas do Brasil, incluindo aqui a minha própria. Tô achando o nosso som tão cheio de merda que até marquei uma reunião (tem que ser assim, senão só vejo o cara nos ensaios) pra discutir isso com o Christiano, que é guitarrista junto comigo no 4tréqui valsa. Começa pelo nome. Ô nominho escroto. Onde é que eu tava com a cabeça quando escolhi um nome tão escroto? Respondendo, acho que eu pensava que a gente com um nome desse ia tocar uma vez por ano no festival do Midsummer Madness e isso ia ser grandão, uau, que maneiro. Tava com a cabeça no cara que eu gostava, que eu consegui levar pra tocar baixo na banda e não se fala mais nisso. Nem aqui. Só pensava nisso. Deu no que deu. Quando o cara foi namorar uma outra menina, o que aconteceu foi que eu fiquei com uma banda cantando música de dor de cotovelo, que não mostra o menor senso de humor nas letras, nas apresentacaoes, nas musicas. Esquisito, ne? Sei lá o que acontece, em qualquer outra coisa a gente é diferente, animado, alegre. Acho que faz parte das expectativas que criaram pra gente, que a gente nem tinha, e acho que perdemos o bonde aí. Ficamos uma bandinha escrotinha. E é por isso que tô largando aqui o meu trabalho na semana que vem. Isso, a partir de outubro, só me dedico a tirar a poeira das idéias, coisa que num dá pra fazer quando se sai de casa as 8h da manha e se chega as 23h, pra acordar as 7h no dia seguinte, trabalhando com uma coisa que eu achei que podia ser uma brecha e eu errei, porra, errei como já errei em tanta coisa antes. Vou ler e cuidar da banda. Mudar isso tudo que tá uma bosta. Chega, eu até compreendo que a ala “adriana calcanhoto” da banda va ficar ofendida se eu disser que essa direcao que a gente tomou é uma merda. Mas o Christiano vai comigo. O Fábio tb. Júlio é médico punk, então tô bem acompanhada. Quem quiser, acompanha a mudança.