Eterno Retorno

A praga das regravações dos eigthies pelos eighties, de sucessos da década retrasada por gente que chegou às paradas pela primeira vez na década retrasada, é vale-brinde da mania dos discos acústicos, que despontou nos 90. Nada contra acústicos, nada contra regravações e ainda, se preferirem, nada contra soltar um álbum TODO de regravações que mais parece um atestado de óbito da criatividade de uma banda.

Para quem começa a ouvir música agora, “Rádio Pirata” é música dos Engenheiros do Hawaii, “Que País é Esse?” é dos Paralamas do Sucesso e “O Tempo Não Pára” é do Barão Vermelho, pois os DJs das rádios não dizem qual o autor original das regravações que tocam.

O que vale agora é a marmita requentada vender bem. Não chamam de repetição, é “homenagem”. E assim se fecha mais um capítulo da história do BRock. História? Que história, se as novidades são todas de anteontem? O BRock eternizado pela sua própria estagnação.